Daily Life in Victorian London – Lee Jackson

dliv capaDepois de escrever a história de Victoria, pensei que daria um tempo nas histórias vitorianas. Tinha passado um ano por conta do século XIX, lendo livros, vendo filmes e séries, sites na internet, e até – quando possível – música. Acabei, na verdade, criando um novo vício. E a testemunha maior disto é que li todas as 563 páginas de Daily Life in Victorian London através do aplicativo do Kindle, No celular. 

Trata-se de uma série de textos escritos entre 1830 e 1908, compilados por Lee Jackson (uma das mentes brilhantes por trás do Victorian Web), que demonstram facetas da vida em Londres na era Vitoriana, pelo olhar de quem viveu essa época. Os artigos estão estruturados de A a Z como numa enciclopédia, e os textos vêm, em sua maior parte, de fontes obscuras, como diários de pessoas da classe média, cartas enviadas a jornais e revistas, manuais pouco conhecidos para a vida doméstica, catálogos de feiras, artigos de jornais, entre outros.  Há, aqui e ali, presenças ilustres como a de Charles Dickens e de seu famoso periódico All the Year Round, ou da revista Punch, mas mesmos os textos dos grandes nomes não são os mais conhecidos e divulgados.

O que encontrei ali foi uma série de pontos de vista sobre a vida em uma cidade grande. Há artigos de crítica social, sobre exploração infantil, condições de trabalho, regras de conduta para damas e empregadas, relatos sobre as condições na cadeia, péssimas condições de vida da classe mais pobre, mas também há relatos de compras em bazares, o Palácio de Cristal, performances de rua, taxistas,  reciclagem, fast-food, travestis, aglomerações, acrobatas, consumismo, brincadeiras para festas e até uma receita para um pó dental (antepassado da pasta de dente).

Se muitos dos assuntos pareceram atuais, é porque é exatamente a sensação que fiquei ao ler os textos de Daily Life. Algo com que eu já havia me deparado em minhas pesquisas anteriores, e que só ficou mais patente. Posso resumir como uma viagem à “internet” do passado. De senhores reclamando da tecnologia a pessoas usando “literalmente” errado, muitas das preocupações, desejos e críticas deste passado se traduziria quase perfeitamente para nossos posts no facebook.

E passei dias tentando encontrar a melhor forma de mostrar o efeito que este livro causou em mim, essa estranheza pela profunda semelhança de pensamento, quando me dei conta que deveria simplesmente mostrar. A aí vão: 51 imagens e textos capturados da minha leitura, com grifos incompletos e tudo, para que você possa degustar um pouquinho da era Vitoriana comigo.

Se ficou curioso, a versão digital deste livro sai baratinho pela Amazon

 

 

 

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Sobre Clarisse

Uma menina com histórias pra contar...
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