Jack the Ripper – Parte III

normal_11_The_Pictorial_News_6_October_1888_Double_event_discovery_Elizabeth_StrideLiz Stride, conhecida como “Long Liz” foi, das cinco vítimas canônicas, a que menos sofreu nas mãos de Jack. O que não quer dizer que, em vida, ela não tenha passado por maus bocados. Ela foi a primeira vítima do que ficou conhecido como o “evento duplo’, a noite de 30 de setembro de 1888, quando ela e Catherine Eddowes morreram. Liz nasceu na Suécia, e foi batizada Elisabeth Gustafsdotter em 1843. Ela tinha 45 anos quando morreu. Era uma mulher alta para a época, com 1,65 m de altura, cabelos cacheados e castanhos, tez pálida e olhos de um cinza claro. Faltavam-lhe os dentes do maxilar inferior esquerdo.

O primeiro registro de Liz na Inglaterra data de 10 de julho de 1866 na paróquia sueca de Londres. Seu estado civil no registro consta como “solteira”. Ela se casa com John Stride em 1869. Eles abrem um café na região de Poplar, que mantiveram até 1875, e depois passaram para um homem chamado John Dale. Em 1878, Liz tenta se aproveitar de um terrível acidente envolvendo dois navios a vapor no Tâmisa, que deixou quase 700 mortos, para angariar a simpatia dos paroquianos a quem pedia dinheiro.

Entre 1881 e 1882 ela é tratada em Whitechapel, com um caso de bronquite, e logo depois vai morar na “Workhouse” da região. Workhouses eram os abrigos para os desempregados, absolutamente temidos pelas classes mais pobres, em virtude das pobres condições ali estabelecidas. Logo que sai da workhouse, ela se hospeda em alojamentos coletivos, já sem seu marido, que morre de ataque do coração em 1884. Em 1885 ela está com um trabalhador da orla chamado Michael Kidney com quem terá um relacionamento cheio de idas e voltas até sua morte. Ele é sete anos mais novo que sua amante.

Liz não era tida como alcóolatra, mas quando bebia tinha a tendência de se alterar e causar arruaça, tendo sido presa por perturbar a paz pr 8 vezes nos últimos 20 meses de sua vida. Alguns dias antes de sua morte, Liz é vista conversando com as amigas na cozinha de uma estalagem. Elas estão aterrorizadas com os assassinatos. Aparentemente, uma delas diz, em lamentos, que uma delas será a próxima. Às seis e meia do dia 30 de setembro de 1888, duas pessoas a vêem saindo de seu alojamento. Ela carregava um grande pedaço de veludo verde, que entrega a Catherine Lane, e seis pennies, que a dona da estalagem lhe dera por conta de uma faxina em dois quartos do alojamento.

Às 11 da noite ela é vista saindo de um pub, aos beijos e abraços com um homem baixo, com bigode escuro e cílios claros, que trajava roupa de luto e um chapéu coco. 45 minutos depois, ela é vista aos beijos com um homem trajando um chapéu de marinheiro.  Pouco depois, ela é vista andando com um homem de mais ou menos 28 anos, com um chapéu do estilo que deixou Sherlock Holmes famoso, carregando um pacote embrulhado em jornal. Ela foi vista ainda com mais um homem, este usando um chapéu de feltro de abas largas, no beco onde foi encontrada, na rua Berner.

25 minutos depois, ela foi encontrada morta pelo joalheiro Louis Diemschutz. Acredita-se que o barulho de sua carroça tenha causado a fuga de Jack, já que a vítima ”SÓ” teve sua garganta cortada.  Ela segurava um pacote de pílulas para adoçar o hálito depois de beber.

A fonte, como os demais posts do tema, é o casebook.org.

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Sobre Clarisse

Uma menina com histórias pra contar...
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