Jack the Ripper – Parte I

normal_30_finding-pollyEstamos em agosto de 1888; Whitechapel é uma região particularmente suja e violenta do East End London, lar das classes mais desafortunadas de Londres. As noites são escuras nas ruas estreitas, as poucas lâmpadas de gás, dispostas muito distantes umas das outras só aumentam a sensação de escuridão. Mary Ann “Polly” Nichols, mãe de cinco filhos, divorciada, passou os últimos 7 anos pulando de abrigo em abrigo, trabalhando como prostituta para sobreviver.

É conhecida por parecer bastante mais jovem que sua real idade, e por ser extraordinariamente limpa. Seu último endereço, um aposento numa estalagem, dividido com outras quatro mulheres, ao preço de 4 pennies a noite, era mantido bastante arrumado para os padrões da época e lugar. 6 dias antes de sua morte, ela se muda para um alojamento onde se permite que homens e mulheres durmam juntos. Polly é alcóolatra, não tem alguns dentes da frente, mas é esbelta e se veste com cuidado.

De 30 para 31 de agosto, debaixo de uma forte chuva, com raios e trovôes, Polly é vsta na Whutechapel Road, provavelmente à procura de um cliente. O céu parece vermelho por causa de dois incêndios nas docas. Ela volta para seu alojamento, mas próximo das duas da manhã é expulsa da cozinha por não poder pagar seu quarto. Ela está com um chapéu novo, e promete voltar com o dinheiro. Às duas e meia ela se encontra com uma amiga. Esta diz que Polly parecia embriagada. Polly diz que ganhou 3 vezes o dinheiro para o alojamento, mas bebeu cada penny. Os serviços de uma prostituta como Polly custavam de 2 a 3 pennies na época. Esta amiga foi a última pessoa a conversar com ela.

Às 3 e quinze dois policiais passam pela Bucks Row e não reportam nada incomum. Eles usam lanternas chamadas bull’s eye. Às 3 e 45 Polly Nichols é encontrada, morta, na mesma rua. O legista, que morava próximo, analisou a vítima no local, ela tinha um profundo corte na garganta, e mais alguns cortes no abdomen, todos feitos pelo mesmo instrumento cortante. Ela tinha 44 anos. Ela foi a primeira vítima reconhecida de Jack, o Estripador.

Mas os investigadores teriam oito dias antes de cogitarem a possibilidade de um assassino em série. e o nome “Jack the Ripper” ainda demoraria para cair na boca do povo. Este é um dos grandes mistérios da Era Vitoriana, que inspirou inúmeros livros, filmes, seriados (dos quais separei o Whitechapel neste blog), quadrinhos (como o Do Inferno) e, especialmente, um dos sites de internet mais completos que já vi: o casebook.org de onde tirei a história de Polly Nichols para o post de hoje.

No decorrer da semana, falarei sobre cada uma das vítimas canônicas, e o que sabemos sobre seu último dia na terra. As teorias sobre a identidade de Jack são muitas, e conflitantes, que levantam discussões apaixonadas, cada um com seu assassino favorito. Por isso quero abordar o assunto de outro ponto de vista. Não vou falar da investigação. Vou falar das vítimas, de seu último dia nesta terra, sobre sua situação antes do encontro fatal.

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Sobre Clarisse

Uma menina com histórias pra contar...
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Uma resposta para Jack the Ripper – Parte I

  1. Matheus de Souza disse:

    Nossa, esse site casebook é realmente impressionante… Um verdadeiro exemplo de como a internet é uma mão na roda. Vou acompanhar seus posts, pode ter certeza. O caso do Jack Estripador é um caso naturalmente instigante, e tenho certeza que você vai tratá-lo com seriedade e informações, muitas informações =)

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