Housing and Wages

Victorian London lampNo último post falei sobre a organização da moeda na era vitoriana, com suas libras, shillings e pences e “whatnot” como eles diziam na época. Mas quanto isso valia? O que significava ser rico, ou ser um funcionário. Quanto custava a moradia, roupas, comida?

Claro, são valores aproximados, e retirados de épocas diferentes dentro da era vitoriana (entre 1837 e 1900), mas já dá pra ter uma boa noção do que valia o dinheiro na época, afinal, as coisas não mudavam assim tão rápido quanto estamos acostumados. Já falamos antes que a remuneração das classes mais altas era definida em guinéus, e assim também ocorria com seus bens de consumo.

Por exemplo, segundo o VictorianLondon,org, uma casa mobiliada no lado mais nobre da cidade (West End) poderia custar de 5 a 25 guinéus por semana, para alugar. Não era comum a aquisição de propriedades, a não ser na estratosfera das classes sociais. Mas você não precisava  ter uma casa inteira para seu uso. Digamos que você e sua família tenham ido a Londres para a “Estação”, fazer suas filhas ficarem conhecidas, participar dos bailes, e depois voltar para sua casa no interior, onde estão baseados os seus ganhos. Neste caso, aposentos elegantemente mobiliados no West End ficariam mais em conta, de 4 a 15 guinéus por semana.

Mas digamos que você é um jovem e promissor advogado (daqueles que os ingleses chamam barrister), acabou de se casar e estabelecer seu consultorio, e herdou toda a mobília de seus recém-falecidos avós: Uma casa num subúrbio respeitável como Kensington, sem a mobília, custaria a pechincha de 7 a 10 guinéus por semana.  Ou então você é um jovem cavalheiro em busca de aventuras em Londres, e só precisa para si um quarto e sala. Na área nobre da cidade, seu gasto seria de 1 a 4 guinéus por semana.

Agora imaginemos que você não é nobre ou cavalheiro, mas possui uma boa renda como comerciante ou artesão,  ou faz parte de uma família grande, com mais de uma renda. Uma casa mais modesta, perto de uma linha de trem que o leve facilmente para o trabalho, vale de 10 a 40 shillings por semana. Caso pegar o trem não fosse uma opção, 3 quartos num bairro modesto mas central de Londres, como o Soho, custariam até 20 shillings, ou uma libra, por semana.

Uma casa daquelas criadas pelo Estado, para abrigar trabalhadores braçais, residência modelo, custaria até 11 shillings por semana em Battersea, e um único quarto naquele mesmo bairro Soho até 8 shillings. Um quarto individual numa pensão para trabalhadores manuais custava até 6 shillings na semana. E, se a vida estivesse realmente dura, e seu alojamento fosse em um dos cantos perdidos do East End, seu custo semanal seria de 3/6 (três shillings and sixpence).

Mas, e se eu fosse só visitar a cidade? Quanto sairia meu Hotel? Com preços por noite: No Midland Grand Hotel o pernoite com café da manhã e serviços (alguém à disposição para entregar suas cartas, atender pedidos, etc) custaria 14 shillings. Pernoite com café da manhã numa estalagem na City ficariam mais em conta, a 3 shillings à noite, mas se era só para dormir mesmo, e você não fosse fresco, num hostel baratinho poderia custar menos que 4 pennies.

Mas então, se você vivesse e trabalhasse naquela época, como um honesto cidadão de classe média que nunca poderia ser chamado cavalheiro (envolveu trabalho manual, esqueça seu lugar na dinner-party chique), qual seria seu salário?

Comecemos com a minha classe. Os bancário: Para um bancário, se dar bem na vida era ter um bom cargo no Bank of England. que pagava até 500 libras por ano, para os funcionários mais antigos, e contava com um salário inicial de 75 libras anuais. Outros bancos, com sorte, lhe pagariam no máximo 155 libras após 13 anos de serviço, mas pelo menos ofereciam um aumento anual de 5 a 10 libras. Um funcionário público padrão tinha um salário anual inicial de 80 libras, que aumentava com o tempo de serviço até 200 libras.

Se você fosse um funcionário sênior dos correios, ganharia tão bem quanto um funcionário do Bank of England em fim de carreira. Um escriturário de advogado (do tipo solicitor), ganharia até 25 shillings por semana. Um trabalho manual especializado, como carregar os navios com carvão, poderiam render até 39 libras por ano, já um trabalho mais comum daria uma libra por semana, por semana trabalhada. Fabricar caixas de fósforos, uma ocupação comum entre as mulheres que precisavam ajudar seus maridos no orçamento das casas, rendia 1 shilling e 3 pence por dia, depois de deduzido o custo do material.

Para comparar, um menino aprendiz ganhava até 10 shillings por semana, e um trabalhador manual até 30 shillings na mesma semana. Ser um criado era uma profissão respeitável e rentável, apesar do trabalho duro e contínuo,das humilhações constantes. Um mordomo poderia terminar o ano com 100 libras, enquanto a parte mais baixa na hierarquia dos serviçais ganhava apenas 15 libras anuais. Eles ainda tinham a vantagem de ter acomodações próprias na casa de seus amos, além de uma eventual doação de roupas e outros itens descartados pelo senhorio.

Ser funcionário de loja poderia render de 15 a 120 libras anuais, e uma costureira de primeira classe no West End ganhava até 26 shillings semanais. Professora de Escola pública ganhava no mínimo 75 libras, um salário bastante respeitável para a época.

Todas as informações deste post foram retiradas daqui

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Sobre Clarisse

Uma menina com histórias pra contar...
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