Whitechapel

whitechapelUm dos assassinos que mais incitam a curiosidade de escritores, quadrinistas, cineastas e produtores de série. Pelo menos cinco assassinatos, um enorme número de suspeitos e nenhuma resolução final. Os requintes de crueldade conseguiram atrair a atenção de seus contemporâneos, nos idos de 1888, e várias gerações de aficionados desde então.  Jack o Estripador é uma das histórias mais assustadoras e interessantes da era Vitoriana.

A primeira temporada de Whitechapel se aproveita da celebridade de Jack para montar sua trama. A série, produzida pela Carnival Films, começa em 2008, quando o Detetive Chandler é designado para a área de Whitecapel, para investigar uma violenta morte. Logo ficamos sabendo que este assassinato é o segundo de uma série, obra de um serial killer fanático por Jack, o Estripador.

Cada uma das vítimas do copycat é assassinada da mesma forma e no mesmo dia e hora que as vítimas canônicas de Jack. A localização não é a mesma, afinal, a Londres de 1888 é bem diferente da Londres atual. Mas o detetive Chandler tem um desafio maior para superar. Ele deve conquistar a confiança de um grupo de policiais calejados, pouco dispostos a aceitar as teorias “malucas” do novo detetive almofadinha.

Para quem se interessa pelo Jack, é um prato cheio. Eles abordam os crimes com detalhe e cuidado, lembrando datas, circunstâncias e mesmo as várias teorias surgidas na época e desde então. A corrida contra o tempo para evitar que o novo estripador tire outra vida é de tirar o fôlego, principalmente no último episódio. E é interessante notar que, mesmo com toda a tecnologia atual, ainda é difícil pegar alguém tão inteligente.

São apenas três episódios, cada um com 45 minutos, o que facilmente pode ser visto como um filme longo, e reacendeu meu interesse por um site extremamente completo sobre Jack, o www.casebook.org. Este é um dos sites mais completos sobre o Estripador que tive a oportunidade de conhecer. Tem dados quase banais, como qual era a condição climática e a fase da lua na data dos crimes, as fotos das vítimas, a cobertura que os jornais fizeram, as diversas cartas que os investigadores receberam, além de um apanhado geral da Whitechapel do século XIX.

É um dos poucos sites não tendenciosos sobre o assassino, que permite ao leitor que tire suas próprias conclusões e tenha acesso a uma enorme quantidade de informações sobre o caso. Já a série continua, seguindo outros assassinos icônicos da Grã-Bretanha, mas sua primeira temporada está disponível no Netflix, e que eu recomendo quase tanto quanto o site, para quem quer saber um tico a mais sobre o malfadado Jack.

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Sobre Clarisse

Uma menina com histórias pra contar...
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