Music and Video

lloydLogo que decidi que escreveria sobre uma personagem que passou a maior parte de sua vida no século XIX, a primeira coisa que me passou pela cabeça foi o quanto ela teria perdido por não conhecer nossos séculos XX e XXI. Afinal, do fim do Império Austro Húngaro ao iPhone 5, foram 113 anos um tanto quanto agitados.

O que eu não pensava era o quanto ela conheceu. Entre novas maneiras de construir, reformas sociais, a descoberta da eletricidade e outras tantas, fica patente o avanço da tecnologia durante o século XIX quando nos lembramos de sua música e da grande novidade do fim de século: O cinema.

Música: O século XIX foi o século do Romantismo na música erudita. Foi o século que viu nascer, em 1813, Verdi e Wagner. Viu também Strauss, Mendelssohn, Berlioz, Chopin, Listz, Brahms, Bizet e Tchaykovsky, entre tantos outros grandes compositores. Mas nem só de orquestras e óperas vive o homem deste século, como em nenhum outro. Nem só de belas artes e grandes obras se faz uma cultura. E o homem médio também tinha sua versão do pop. E o que estava em alta na Inglaterra Vitoriana eram os chamados Music Halls.

Mistura de teatro de comédia e musical, o Music Hall nasceu nos pubs (que então eram conhecidos como “public houses”, olha só) nos anos 1830 e logo ganhou espaço nos teatros e deu fama aos artistas que assim viviam. Minha Victoria ouviria Sam Cowell e seu sotaque cockney e iria ao “Green Gate Tavern” e ao Borough Music Hall e ouviria a George Robey cantar com Violet Lorraine e se encantaria com a voz peculiar de Marie Lloyd, ou cantaria nos bairros mais pobres a mesma melodia, baseada em marchinhas militares com diversas letras, muitas passadas de pai para filho, enquanto assistisse suas vítimas se entupirem de cerveja. E, com muita sorte, ela estaria na festa em que isto foi gravado:

Cinema: Deve ter sido revolucionário. De repente as imagens podiam ser gravadas em movimento, e não apenas em fotografias. Os grandes nomes a conhecer seriam os irmãos Lumière e nosso velho conhecido Thomas Edison. Mas essa é a parte conhecida da história. Os primeiros filmes foram imagens da vida cotidiana, como a saída de uma fábrica de cigarros em 1895,

Ou a chegada de um trem

e logo vieram os efeitos especiais:

cores:

a comédia:

e, o  meu favorito:

que infelizmente já apareceu no século XX, mas que vale demais a pena para ser deixado de fora.

O mais legal é perceber o bom humor da maior parte dessas primeiras obras. O homem rindo de si mesmo, o cineasta provocando o riso. E ainda mais interessante é perceber que muitas dessas comédias atravessaram todos esses anos praticamente intactos. E cada vez que me deparo com esses links, perco algumas horinhas mais. Divirtam-se!

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Sobre Clarisse

Uma menina com histórias pra contar...
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