La boîte à pensées – Comos e porquês

La boîte à pensées pode significar várias coisas. Literalmente, significa a caixa de pensamentos, mas gosto de pensar na expressão como uma metáfora para o cérebro, ou para um bom livro. Escolhi esta epígrafe para ser meu Ex-Libris, e agora reciclo como nome de minha nova – aiqueemoção – fase na vida de meiapalavriana, como colunista. A expressão está em francês, e não é à toa. Sou uma francófila. Pronto, confessei! Gosto de quase tudo que se relaciona à França: seus vinhos, sua comida, seus escritores, quadrinistas, cineastas, blogueiros, músicos. É uma atração quase irracional, que teve um ponto de partida bem definido.

Começou no dia que abri o primeiro volume das Obras Completas de Alexandre Dumas, por indicação de minha mãe. “Leia Alexandre Dumas“, ela me disse, “é a sua cara!“. E assim foi que, enquanto conhecia Athos, Porthos, Aramis e o gascão D’Artagnan, experimentei uma sensação até hoje única. Uma sensação de reconhecimento, de identificação, algo quase visceral. Tinha a sensação nítida de já ter passado por aquelas ruas, aqueles caminhos que ele descrevia tão bem. Assim como seus personagens, os humanos e os prédios. Logo minha paixão por Dumas se traduziu numa afinidade geral com a cultura francesa.

O grande culpado –  Dumas –  foi também responsável por outra de minhas grandes paixões: a ficção histórica, paixonite que também se recusa a passar. Por ter conhecido a obra de Dumas conheci Michelet, Gerald Messadié, Chordelos de Laclos, Victor Hugo, Balzac, Maurice Druon. Foi contando a história dos Valois, dos Bourbon, de Edmond Dantès e José Bálsamo que ele me engajou na leitura de Rousseau, Voltaire e  Montesquieu. Uma coisa levou à outra e conheci Françoise Sagan, Anaïs Nin, Simone de Beauvoir, Sartre, Toulouse-Lautrec! E isso sem contar a juventude boêmia, não necessariamente francesa, que fez dos submundos de Paris seu lar… tais como Picasso e Modigliani. E daí fui pro cinema, Isabelle Adjani, Gérard Depardieu, Audrey Tautou, e…eu vou parar de citar nomes, acho que já deu pra ter uma ideia.

Aprender o idioma foi só mais um passo na minha aproximação com o país que publicou os Direitos do Homem e do Cidadão, inventou o metro, esteve na vanguarda do cinema e da fotografia. O charme do idioma me pegou de jeito e eu, facilmente seduzida pelo que vinha de lá, vi um novo mundo se abrir à minha frente.  Desta vez foi o mundo virtual. Jornais, revistas, reportagens, artigos, blogs, eu bebia avidamente cada nova informação que podia decodificar em francês, como um bebê descobrindo o mundo à sua volta.

Ano passado realizei meu sonho de conhecer Paris. De lá, pasmem, trouxe um novo vício. Blogs. E música, agora mais contemporânea. E lindas maravilhosas fotos, e impressões de viagem. E é tudo isso que quero compartilhar com vocês, mensalmente: um fiapinho da cultura que tanto me atrai. Cada fiapinho será acompanhado de uma anedota, um como e um porquê. Quem sabe eu contamino mais alguém com essa minha doença não é mesmo?

Para começar, um fiapinho de minha paixão. Ao som da música La même histoire” do Feist, 10 motivos para ir à França, descoberta numa referência cruzada, a partir de um post no twitter, de um blogueiro de lá que sigo. Neste caso, o blogueiro é conhecido como Boulet, e seu twit me levou ao vídeo no YouTube de uma canção interpretada por de Agathe & Fine, o vídeo acima era apenas um relacionado. À bientôt!

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Sobre Clarisse

Uma menina com histórias pra contar...
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