Calvin e Haroldo (Bill Watterson)

Você provavelmente já ouviu falar sobre Calvin. Seja no Twitter, num episódio do Friends, uma camiseta divertida ou mesmo o contato direto com as tiras.  Calvin e Haroldo nasceram da pena de Bill Watterson em 1985 e foram batizados em homenagem aos filósofos John Calvin e Thomas Hobbes. A série durou 10 anos, sua influência permanece.

O cinismo ferino de um garoto de 6 anos e seu bicho de pelúcia me intrigam desde a primeira leitura, nos idos dos anos 90. Calvin é um menino típíco: odeia meninas, escola, comida saudável, tem uma imaginação ilimitada, testa todos os limites e é um questionador nato. Haroldo é o amigo imaginário. Sardônico, quase cruel, ele age como uma espécie de voz da razão sarcástica, na pele de um tigre brincalhão. Bill Watterson consegue transmitir em suas tirinhas a inocente malandragem de uma criança levada ao mesmo tempo que faz críticas politicas e sociais.

Boa parte destas críticas está voltada para o American way of life. A cultura do consumismo, da televisão, dos infomerciais,do individualismo massificado e mesmo a religiosidade ligada à comprovação de milagres são tópicos para as divagações de Calvin. Os textos de Bill Watterson possuem uma acentuada veia aforística. São opiniões fortes que, numa leitura mais cuidadosa, nos faz parar para pensar. Ainda que todas as críticas passem despercebidas, a leitura ainda vale muito a pena.

Calvin pode nos dizer que “A vida fica bem mais fácil se você mantiver as expectativas de todo mundo baixas”, mas o leitor de “Calvin e Haroldo” não precisa se preocupar com isso, pois ainda assim irá se surpreender com a inteligência, malícia e simplicidade deste universo.
Para quem quer ter uma ideia do que estou falando, sem ter de recorrer a um dos 18 volumes que compõem Calvin e Haroldo, pode começar com o seu artigo na Wikipedia (em inglês) ou dar uma olhadinha na coleção de aforismos que este blog  juntou.

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Sobre Clarisse

Uma menina com histórias pra contar...
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4 respostas para Calvin e Haroldo (Bill Watterson)

  1. R. Moss disse:

    O Haroldo não é imaginário. =P

    • Diego R. L. Araujo disse:

      Olá R. Moss.

      Haroldo de fato não é imaginário, entretanto, compõe a intelectualidade, em suas representações. Um tigre de pelúcia não agi com lógica, movido por razão intrínseca à seu intelecto, características inerentes ao menino de 6 anos “Calvin”. Obtendo inúmeras qualidades de uma criança extremamente sagaz, ao que lhe faz muito mais do que um simples “SER” perspicaz. Assim sendo ele, portando o verdadeiro prestígio de toda ação de suas histórias.

      Logicamente, que os atributos cabem ao autor.

      • Diego R. L. Araujo disse:

        ****ERRATA****

        Olá R. Moss.

        Haroldo de fato não é imaginário, entretanto, compõe a intelectualidade, em suas representações. Um tigre de pelúcia não agi com lógica, movido por razão intrínseca à seu intelecto, características inerentes ao menino de 6 anos “Calvin”. Obtendo inúmeras qualidades de uma criança extremamente sagaz somando-a sua imaginação, ao que lhe faz muito mais do que um simples “SER” perspicaz. Assim sendo ele, portando o verdadeiro prestígio de toda ação de suas histórias. Concluí-se que, Haroldo é imaginário!

        Agradeço.

        Logicamente, que os atributos cabem ao autor.

  2. LPP disse:

    Calvin e Hobbes são demais. Me influenciaram muito.

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