Lembranças (culturais) de Paris

O  Tiago, da Equipe Meia Palavra, vem discutindo no fórum a questão das obras não disponíveis no Brasil, ao menos não no nosso idioma. São tantos os escritores, tantas as obras que não chegam aqui, ou demoram para chegar, seja por problemas na venda dos direitos da obra, pela dificuldade de tradução, ou mesmo por puro desconhecimento. Por isso,  venho compartilhar com vocês três ou quatro pequenos “coups de coeur” ( queridinhos) que angariei na minha (longamente planejada) viagem à Paris este ano:

Música: O conto musical infantil Le Soldat Rose, obra de Louis Chedid, com a participação de várias estrelas da música pop de lá, tais como -M-, Vanessa Paradis (a Sra Depp), Alain Souchon, Shirley & Dino, Bénabar e outros. Este conto, conta a história fofíssima do menino Joseph, narrada pela voz da loja, que resolve passar a vida no meio dos brinquedos. Lá ele conhece o Soldado Rosa, um brinquedo que ninguém quer; uma bonequinha que toda noite altera o preço dos brinquedos, para que estes não sejam vendidos,; uma pantera de pelúcia e outros personagens, tão bem construídos – considerando-se, claro, seu formato – que me levaram direto à minha infância regada a Saltimbancos. Sabe, aquele disco infantil do Chico Buarque, no qual a Lucinha Lins fazia uma gata? Como diz o subtítulo, é realmente um conto para as crianças e para aqueles que assim permaneceram.

Livro: apresento o Vie de Merde, livro originado do blog homônimo, é uma coleção de pequenas situações  cotidianas, relatadas por quem as viveu, em linguagem altamente coloquial. Que me arrancou gargalhadas, do início ao final. Nós temos um equivalente deste blog no Brasil, o VDM e as situações são tão tragicômicas, que nos fazem pensar mesmo se o mundo precisa fazer sentido. Minha conclusão é: normalmente não faz. É um livrinho leve, divertido, ilustrado pela Pénélope Bagieu, ela também uma blogueira publicada. Já li de cabo a rabo umas duas vezes, e volta e meia puxo o livro da pilha para ler alguma coisa. Como diz a capa, é de verdade, é engraçado, a menos que aconteça contigo. É uma maneira de ver que sua vida não está tão ruim ou, se estiver, que você não está sozinho nessa. Genial.

Quadrinhos: Foi, literalmente, paixão à primeira vista.  Cadavre Exquis, também da ilustradora Pénélope Bagieu, é sua primeira história “longa”. Antes de “Cadavre”, ela já havia publicado extratos de seu blog no autobiográfico “Ma vie est tout à fait fascinante”, e historietas curtas de sua heroína “Joséphine”. Cadavre Exquis conta a história de Zoé, uma jovem parisiente, “hostess” em eventos como o Salão do Automóvel, que odeia seu trabalho e está em crise com o namorado mal educado. Sua vida muda repentinamente ao conhecer o escritor Thomas Rocher, um escritor recluso e meio paranoico, por um simples acaso. É uma história de trama simples, mas divertida e bem encadeada, de uma arte expressiva e contemporânea. Daqueles que se chega ao final, e dá vontade de ler de novo, pra ver se o fim poderia ser desvendado.

E mesmo que por enquanto não dê para fazer aquela visita – dos sonhos – a Paris, vale ao menos dar uma passadinha no blog do VDM e da Pénélope, só pra ficar com gostinho de quero mais…

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Sobre Clarisse

Uma menina com histórias pra contar...
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6 respostas para Lembranças (culturais) de Paris

  1. fernanda disse:

    nao condegui

  2. fernanda disse:

    legal adorei tudo me ajudou em dificuldades

  3. **Maniaca do Miojo** disse:

    Que show!
    Eu estou aprendendo francês, acho muito legal a cultura francesa ^^
    Fiquei morrendo de vontade de ler Vie de merde, claro que com um dicionário ao lado 😀
    Iniciante ainda ^^
    Quando der Kika, sempre traga novidades dessa cultura bela!
    Chouette =D

  4. Kika disse:

    @Maníaca do Miojo: O vie de merde, deles é o mais fácil de achar….heheh só dar uma conferida no blog que eu linkei ali. A coluna que estrearei no fim do mês vai ser bem sobre isso. Tb sou apaixonada pela cultura de lá…

  5. Pingback: La boîte à pensées – Blogs BD

  6. Pingback: Traduções por vir: Literatura Francesa

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